De Uma Gota a um Oceano...
Existem coisas que acontecem hoje, e só viremos a entender daqui há um tempo.
Há mais ou menos uns nove anos atrás, eu ainda não morava em Vila Velha, e numa madrugada de muita chuva, durante a gravidez da minha filha eu me levantei para orar a Deus.
Muitas inquietações tomavam conta de mim, muitas dúvidas, estava vivendo um momento difícil e eu me prostrei chorando. Enquanto orava ouvia o barulho da chuva que caía lá fora incessantemente por toda aquela noite.
Foi quando me levantei e comecei a olhar pela janela, e através dos vidros fechados eu pude ver uma pequena gota que caia, se juntando a uma outra gota que escorria pela janela, tornando-se, então uma gota bem maior. Ao mesmo tempo outras gotas em outros cantos da vidraça se juntavam formando outras tantas gotas maiores que, de forma desordenada aos meus olhos, porém perfeita, iam formando um caminho de água que descia pelo canto da janela, escorria pela parede, chegava até o chão e descia a rua numa enxurrada até se perder de vista.
Nesse momento me lembrei das aulas de ciências, quando aprendia sobre o ciclo da água e Deus começou a me fazer perceber que todas aquelas gotinhas tão pequeninas iriam de uma forma ou de outra parar no mar.
De uma gota a um oceano! Foi essa a frase que o Espírito Santo colocou em meu coração e em meio as minhas lágrimas pude ver a perfeição nos propósitos de Deus.
Ainda que sejamos pequenos e frágeis como uma gota dágua, podemos crer que, assim como nós, existem tantas outras pequenas e frágeis gotas. Em Itapoã, em Itaipé, no Rio Grande do Sul, em Cuba... gotinhas que, sem saberem que existem outras iguais a si, se juntam e começam a adorar a Deus, a dispor daquilo que tem, a se derramarem na presença do Senhor, e a descerem pelas ruas, pelas casas, pelos morros, como uma grande enxurrada de unção, vão levando a palavra, lavando o pecado, trazendo vida por onde passam e agora não mais como uma gotinha, mas sim com a força de um oceano que move as hidrelétricas e liga os povos banhando as nações.
Assim, Deus está levantando uma multidão de missionários, de servos, de pequenas gotinhas, que, mesmo sem perceberem, tem se juntado mundo afora de gotinha em gotinha, como eu e você, até chegarem a ser um oceano que possa abrir comportas, gerar unção, ligar vidas a Cristo e banhar as nações com as águas que vem do grande Rio de Deus.
Você pode se sentir apenas uma gotinha, como eu me sentia naquela madrugada, mas hoje eu sei, que uma gotinha apenas pode ser essencial nesse grande oceano de Deus.
Gessyane Damasceno Hoffman
Transformando o Mundo Jovem
Cada época traz consigo uma geração que marca seu tempo com cortes de cabelo e penteados diferentes, roupas e calçados que definem a moda, música e protestos.
Nos anos sessenta foram os Beatles, as cinturas modeladas, os penteados casulo, e uma ideologia rebelde contra a rigidez do sistema.
Já nos anos 70 viu-se Woodstock, a ideologia de paz e amor em contraste com a guerra do Vietnã, o visual hippie tomava conta da moda e daquela juventude regada a drogas, sexo livre e Jimy Hendrix.
Hoje, já no novo século, as meninas não usam mais as saias bufantes dos anos 60,e talvez nem saibam cantar um sucesso dos Beatles, não protestam mais nas ruas por ideologias nem hasteiam bandeiras, afinal as gerações passadas cumpriram com efeito o seu papel e conquistaram toda a liberdade da qual desfrutamos , porém mesmo com roupas e contextos muito diferentes, os jovens de hoje ainda que em silêncio, sem se reunirem em praças nem pintarem a cara para protestar contra algo, gritam por socorro do alto dos morros do tráfico e dos apartamentos de luxo a beira mar, através da rebeldia e da violência.
Não tem mais identidade, não sabem mais pelo que lutar, a não ser pela sanidade de suas próprias mentes diante de tudo o que ouvem e vêem todos os dias.
Não tem mais nomes, só apelidos, não tem pais, só mães que se desdobram em dois ou três serviços para sustentar a casa e os vícios, não tem ideologia, não tem voz, vivem apenas do consolo de uma balada, uma ficada, uma cheirada...
Porém, o mesmo evangelho que levantou missionários, que promoveu o avivamento da rua Azuza, que despertou lideres em todas as épocas, hoje impacta Radicais a deixarem suas casas e viverem em extremos de miséria no mundo, transforma viciados em crentes fiéis e pescadores de almas, move intercessores, torce o coração de jovens que trocam suas carreiras pelas mãos no arado, e faz com que um simples membro dessa geração sem notoriedade nem fama todos os domingos se transforme em um Kapturador.
Eu creio sim num grande avivamento em nossa época e em nossa cidade, creio na salvação do Abacateiros, creio realmente que o evangelho tem poder para quebrar o domínio das drogas e do tráfico, e creio acima de tudo que Deus ainda hoje chama a você jovem para dar um sentido a essa geração e a sua própria vida.
É tempo! Tudo o que Deus precisa está ou estará no seio da igreja. Será que esse “tudo” não é você?
Gessyane Damasceno Hoffman
Transformando o Mundo Pelo Poder da Cruz
Transformação. Essa palavra sempre me pareceu algo muito concreto por achar impossível entender o sentido desse termo sem a manifestação física e notória desse significado; Ou seja, transformação de verdade a gente vê na cara!
Gosto muito daqueles programas em que podemos ver o antes e depois de alguém que se submete a uma transformação. Sempre ficamos espantados com as mudanças, talvez daí a minha grande paixão pelas borboletas e pela forma como elas vão de uma lagarta sem nenhum atrativo e quase asquerosa a um inseto colorido e belo.
O mais interessante de uma transformação é que ela precisa de um agente transformador, seja ele o tempo, as hábeis mãos de um cabeleireiro e maquiador ou até a própria natureza.
Pensando por esse lado, a nossa responsabilidade como igreja do Senhor Jesus diante de tantas realidades necessitadas de transformação, aumenta sobremaneira, afinal, nessa questão, somos nós os que conduzem a Cristo.
Cristo através do seu sacrifício na cruz foi o maior agente transformador de toda a história da humanidade.
A cruz transforma galhos secos em carvalhos de justiça, leitos de morte em fontes de vida, noite em dia e trevas em luz.
Cristo nos transformou para que possamos falar desse poder transformador que é o evangelho.
Se hoje olhamos para os lados e vemos situações dignas de mudanças, isso nos mostra que nós, não temos feito muita diferença.
Nesse mês que temos como tema “O poder transformador da cruz”, precisamos nos lembrar não apenas da responsabilidade sobre nós depositada como igreja mas também das armas e autoridade a nós delegada como tais.
Nós somos a única porta pela qual a mudança virá sobre a sociedade e o mundo.
Nenhuma política social, nenhum método educacional, nenhum homem por mais bem intencionado que seja tem em suas mãos o poder que nós temos como igreja de Deus na terra.
Só nós podemos apontar a Cristo e mostrar a uma simples lagarta que ela pode se tornar uma bela borboleta... e voar...